A DESVALORIZAÇÃO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO

André Marcelo Lima Pereira, Leonice Domingos dos Santos Cintra Lima

Resumo


A desvalorização da mão de obra feminina no mercado de trabalho se prende a questões culturais, construídas sobre desigualdades sociais, econômicas e políticas ao longo da história. Para tais diferenças contribuem fatores como diferença de gênero e preconceito. Este artigo visou, por meio de uma revisão da literatura, investigar e discutir a constituição familiar, formas de preconceito sobre o papel social da mulher, elaboradas culturalmente e apresentar dados sobre as diferenças de funções no mercado de trabalho. Os resultados revelaram que a mulher, além de responder pela vida doméstica (familiar, privada), também desempenha funções na vida pública, o que lhe confere sobrecarga de atividades laborais nem sempre reconhecida e valorizada. Pelos dados, concluiu-se que, apesar da ascensão crescente no mercado de trabalho, ocupando espaços antes atribuídos ao homem, a mulher, embora em posições hierárquicas diversas, obtém ganhos inferiores em relação às mesmas funções ocupadas pelo homem, em tratamento desigual a que as mulheres estão sujeitas.

Palavras-chave


Discriminação. Gênero. Trabalho.

Texto completo:

PDF

Referências


BELISSA, Thaíne. Desvalorização da mulher no mercado de trabalho reflete na pobreza do país. Portal Minas Livre. 07 mar. 2013. Disponível em: . Acesso em: 25 mar. 2017.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, 1988.

______. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei n. 8069/90, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Brasília: Casa Civil, 1990.

______. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Mulher e desenvolvimento. Relatório de desenvolvimento humano. S.l.: PNDU, 2010. 253 p. Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2017.

______. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Relatório de gestão

Exercício de 2001. Disponível em: . Acesso em 22 mar. 2017.

______. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2007. Disponível em: . Acesso em: 26 mar. 2017.

______. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2011. Disponível em: . Acesso em: 26 mar. 2017.

______. População economicamente ativa (PEA) 2012. Disponível em: . Acesso em: 28 mar. 2017.

CABRAL, Márcia Regina. O mercado de trabalho na década de 90 – um mundo em transformação. 1999. 63 f. Monografia (Graduação em Pedagogia) – Universidade do Vale do Itajaí, SC.

CAMARGO, Orson. A mulher e o mercado de trabalho. Revista Brasil Escola, 2013. Disponível em: . Aceso em: 27 mar. 2017.

CANO, Maria Aparecida Tedeschi. A percepção dos pais sobre sua relação com os filhos adolescentes: reflexos da ausência de perspectiva e as solicitações de ajuda. 1997. 154 f. Tese (Concurso de Livre-Docência) – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo – Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública, Ribeirão Preto, SP. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2017.

COELHO, Virginia Paes. O trabalho da mulher, relações familiares e qualidade da vida. Serviço Social e Sociedade, v. 23, n. 71, p.63-79, 2002.

FÁVERO, Eunice Teresinha. Questão social e perda do poder familiar. São Paulo: Veras, 2007.

GELINSKI, Carmen R. Ortiz G; RAMOS, Ivoneti da Silva. Mulher e família em mutação: onde estão os mecanismos de apoio para o trabalho feminino? Mulher e Trabalho, Porto Alegre, v. 4, p. 141-148, 2004.

GIDDENS, Anthony. Sociologia. 6. ed. Porto Alegre : Artmed, 2005.

HOBSBAWM, Eric. A era dos extremos: o breve século XX, 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

JOSÉ FILHO, M.; DALBÉRIO, O. (Org.). Família: conjuntura, organização e desenvolvimento. Franca, SP: UNESP/FHDSS, 2007.

KALOUSTIAN, Sílvio Manoug. Família brasileira: a base de tudo. 5. ed. São Paulo, SP : Cortez, 2002.

LUFT, Lya. Família: como fazer. Veja, São Paulo, n. 44, 03 nov. 2004. (Ponto de vista)

PORTAL BRASIL. Diferença salarial entre homens e mulheres está em torno de 13,75% [on lline] Disponível em: . Acesso em: 29 mar. 2017.

SANTOS, Flávio Reis dos. As transformações sofridas pela família e pela escola no mundo contemporâneo [on line]. Disponível em: . Acesso em: 21 mar. 2017.

SANTOS, Lorena Colato dos; AMARAL, Marciele Torres do. Desvalorização da mulher no mercado de trabalho. 2010. 33 f. Monografia (Bacharelado em Serviço Social, área de concentração: Serviço Social e Sociedade) – Faculdades Integradas de Santa Fé do Sul, Serviço Social, Santa Fé do Sul, SP.

SÃO PAULO (estado). Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados do governo do estado de São Paulo (SEADE) [on line]. Em busca da equidade no mercado de trabalho: as mulheres da Região do ABC. PED ABC, mar. 2013. Disponível em: . Acesso em: 26 mar. 2017.

______. Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados do governo do estado de São Paulo (SEADE) [on line]. O desemprego feminino na região metropolitana de São Paulo. São Paulo, n. 5, set. 2001. Disponível em: . Acesso em: 26 mar. 2017.

SARTORI, A. J. Homens e relações de gênero entre sindicalista de esquerda em Florianópolis. In: BRUSCHINI, C.; PINTO, C. R. (Org.) Tempos e lugares de gênero. São Paulo, SP: Ed. 34, 2001. p. 217-239.

SINGLY, F. Sociologia da família contemporânea. Rio de Janeiro: FGV, 2007.

SZYMANSKI, H. Viver em família como experiência de cuidado mútuo: desafios de um mundo em mudança. Serviço Social e Sociedade, São Paulo, ano 23, n. 71, p. 9-25, set. 2002.




Direitos autorais 2017 Organizações e Sociedade

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Licença Creative Commons

Rev. Eletrônica Organ. Soc., Iturama (MG) - ISSN 2237-4779